Fale conosco


»  Lista »

Gêneros - História


2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 

Picasso, o Sábio e o Louco

Marie Laure Bernadac

Espanhol de Málaga, Pablo Picasso conquistou o mundo com suas pinturas, gravuras e esculturas. Um gênio para quem pintar significava ver. E que outro artista viu o século com tanta clareza? Picasso, o Sábio e o Louco é mais um volume da coleção Descobertas. Um livro chave que abre para o leitor as portas do atelier de Picasso. Mas também do coração do homem público, engajado nas grandes causas da humanidade.

A obra de Marie-Laure Bernadac e Paule du Bouchet concentra em formato de bolso o que de melhor há nos livros de arte. Editado em papel couché, traz ilustrações em quantidade generosa: 95 obras de Picasso, de sua primeira criação, "O Picador", feita aos 8 anos;as telas cubistas que o consagraram; a participação no movimento surrealista; a obsessão pela minotauromaquia — palavra criada pelo artista para misturar os temas minotauro e tourada; e os quadros das diversas fases: a fase azul, a rosa, a triste, a da guerra. Em 1937, Picasso responde ao massacre dos bombardeiros franquistas ao vilarejo basco de Guernica com o mais perturbador dos quadros pintados neste século: Guernica.

Pablo Picasso escreveu muito pouco sobre sua obra ou sua vida.Tudo o que tinha a dizer, disse-o em seus quadros. Mas seus amigos, suas mulheres que viveram a seu lado, testemunharam essa vida. Muitas vezes, relataram por escrito seus encontros, suas conversas com ele. No livro, são apresentados alguns desses relatos que, embora subjetivos, nos deixam documentos excepcionais e vivos sobre a personalidade do pintor. Dessa forma podemos vê-lo, viver, trabalhar, falar.

Picasso, O Sábio e O Louco traz, ainda, um apêndice com textos sobre as diversas facetas do artista espanhol: a de ceramista, ilustrador, escultor e político. Apaixonado pelo palco, desenhou cenários para companhias de teatro, inspirou poetas. Morreu aos 92 anos, em 8 de abril de 1973.

+ detalhes

Pós-Guerra - Uma história da Europa desde 1945

Tony Judt

 

O inglês Tony Judt, um dos historiadores e intelectuais mais respeitados da atualidade, dedicou pelo menos uma década de pesquisa e reflexão à desafiadora tarefa de escrever a primeira História da Europa contemporânea. Ao longo de novecentas páginas, Pós-Guerra vai de Portugal à Rússia, abrangendo 34 países e cobrindo um período de sessenta anos em uma só narrativa.

Com uma abordagem inovadora, Judt trata praticamente todo o século XX como "o epílogo da Segunda Guerra" e considera o ano de 1989, marcado pelo colapso do comunismo e a queda do muro de Berlim, este sim o começo do fim do pós-guerra.

Apesar do tamanho e complexidade do continente, Judt criou um relato coeso de seu passado recente. Sofisticado e ao mesmo tempo acessível leigos no assunto, Pós-guerra reúne relações internacionais, políticas internas, pensamentos e teorias, mudanças sociais e aspectos culturais numa grandiosa narrativa.

Cada país tem seu momento de entrar em cena, ainda que os chamados grandes temas estejam sempre em foco – a guerra fria, a relação de amor e ódio dos países europeus com os Estados Unidos, a decadência e o renascimento cultural e econômico, o mito e a realidade da unificação econômica na Comunidade Européia, nenhum deles ofusca o grande personagem que é este continente como um todo.

Uma das conclusões mais interessantes a que Judt chega é apresentada no último capítulo, "Da casa dos mortos", no qual analisa o efeito do Holocausto sobre a personalidade coletiva do continente. Ainda que tenha levado mais de quarenta anos para ser assimilada, é exatamente a tragédia da Segunda Guerra que confere unidade à Europa.

Seguindo essa linha de raciocínio, o autor critica também a atual posição política de Israel, que, apoiado pelos Estados Unidos, distorce o significado do Holocausto e o simplifica ao nível de uma matança de judeus. Judt, que também é judeu e viveu o período do pós-guerra na Europa, afirma que, com isso, o momento histórico fica esvaziado de significado. Para ele, a compreensão da importância do Holocausto passa pela percepção da universalidade do mal que um povo pode impingir a outro em qualquer genocídio. Ele destaca o drama do Kosovo e da Iugoslávia, por exemplo, como um alerta: a lição ainda está por ser aprendida.

Mas Pós-Guerra não se detém a uma só conclusão. Judt analisa assuntos tão diferentes e tão importantes na formação e na unificação do caráter da Europa contemporânea – os movimentos estudantis, culturais e de independência, o cinema e até o futebol.

 

+ detalhes

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 

INTERATIVAS »


Últimas interativas »


PROMOÇÃO »

Preencha nosso cadastro para ser informado das novidades e participe do sorteio de exemplares de "A Mulher do Viajante no Tempo".

Participe »



EDITORA OBJETIVA

Rua Cosme Velho, 103, 22241-090 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2199-7824 - Fax: (21) 2199-7825

Trabalhe conosco

NEWSLETTER

Cadastre-se para receber nossa newsletter participar de promoções exclusivas